Tag: Conhecendo Novos Blogs


Fui convidada por 3 ilustradoras lindas pra responder a mesma tag, e resolvi responder de uma vez. A proposta é formular 10 perguntas e indicar 10 blogueiros pra respondê-las. A questão é que eu não conheço muita gente pra indicar, e as poucas que conheço já fizeram a tag, então, eu vou simplesmente responder as questões de cada uma. Paciência que o post é longo, afinal, são 3 posts em um ;)

Perguntas da Bia
1- Quando foi que você descobriu que tinha algo (a sua arte) a oferecer a alguém?
Não sinto que posso oferecer minha arte. Tem algumas pessoas que super elogiam meus desenhos, tal, mas eu ainda não sinto segurança de oferecê-los. Ainda estou no começo de tudo.

2- Você já encontrou seu estilo? Como foi esse processo?
Meu estilo ainda não é bem definido, e nem meu traço. Eu não consigo seguir um padrão, e cada vez que eu faço um desenho, sai de uma forma diferente. Mas sinto que meu estilo é mais pro "falso realismo", se é que eu posso chamar assim.

3- Como você definiria o seu trabalho?
Eu não trabalho com arte, então...

4- Nos conte sobre o seu processo de inspiração:
Não tem muito mistério no meu ritual de inspiração. Quando resolvo desenhar, eu escolho um sketchbook, e dou uma olhada no Pinterest ou no Google mesmo, em temas que eu queira desenhar.

5- Nos conte sobre seu processo de criação:
Tudo começa com o tema a ser desenhado, então, eu olho referências no Pinterest ou Google. Escolho o caderno onde vou desenhar, e faço o risco a lápis. Às vezes, o desenho sai totalmente diferente das referências, e às vezes mudo os materiais ou ideias no meio do processo. A verdade é que eu nunca consigo finalizar um desenho como eu o imaginei no começo.

6- O que você tem feito para melhorar o seu trabalho?
Infelizmente não tenho tido muito tempo para praticar, mas como em desenho, a melhoria vem com a prática, eu tenho praticado sempre que posso.

7- É importante a gente saber sobre nossas capacidades e limitações, mas as limitações, até certo ponto, podem nos estagnar. Até onde você se limita? Como você vê essa questão?
Meu limite é muito pequeno. Eu não me acho capaz de grandes coisas, talvez por eu ter começado a desenhar bem tarde (31 anos). Mesmo sabendo que desenho é muito mais treino que técnica, acho que eu nunca vou evoluir muito. Eu sei que eu preciso treinar mais, porém, nunca acho que vou chegar tão longe. E nisso, eu acho que nunca poderei vender uma arte, e sempre vou tratar a arte como um hobby.

8- A comparação com outros artistas é inevitável quando estamos começando a desenhar, mas, depois, ela se torna um meio de nos bloquear. Você concorda com isso, ou tem um outro ponto de vista? Se sim, nos conte!
Quando comecei a conhecer o trabalho de ilustradores, eu queria desenhar igual a elas, mas essa fase já passou. Claro que de uma forma ou de outra, elas sempre serão inspiração pra mim. Mas hoje em dia, eu já consigo pensar que se elas chegaram onde estão, é pq se esforçaram. E se elas podem, eu também posso.

9- Alguma vez você já pensou em desistir do que faz? Se sim, por quê?
Na terceira aula de Desenho, na faculdade, a professora pediu pra reproduzirmos uma textura. Eu olhei pruma folha de Canson A3, e quase chorei, pensando que ela ia me engolir. Depois desse dia, perdi o medo do lápis e papel.

10- O autorretrato é uma forma antiga de expressão e autoafirmação, é uma forma de o artista de colocar no mundo. Nos mostre um autorretrato aqui! (Pode ser um rabisco à grafite, se preferir).


Perguntas da Dara
1- Qual a coisa mais engraçada que já aconteceu com você?
Uma vez falei que um nome que estava na lista de presença da academia que eu malhava era "horroroso". Sendo que eu não sabia quem era a pessoa, e ele estava do meu lado, ouvindo tudo, e ficou com muita raiva do que eu falei. Não sei se foi a coisa mais engraçada, mas certamente, foi o maior mico que eu paguei.

2- Conte sobre sua melhor lembrança.
Sem sombra de dúvidas, o momento que eu vi meu filho pela primeira vez.

3- Como você gosta de passar o tempo?
Gosto de sair com meu marido e meu filho, pra qualquer lugar fora da rotina.

4- O que te traz paz?
Olhar o mar, qualquer dia, qualquer horário. Estar em contato com a natureza também é ótimo.

5- O que te deixa irritado?
Quando me acusam do que eu não fiz, ou me atribuem uma culpa que não é minha. Quando sou pressionada, ou querem que eu mude os meus planos sem motivo justo.

6- Qual seu desenho/série/filme favorito e por que?
Putz, são dezenas, mas como vi poucas séries na vida, vou escolher House. O cara é um lixo humano, com o coração de manteiga. O que ele mais quer é fazer o bem ou a coisa certa pras pessoas, sem deixar transparecer isso.

7- Qual música te define?
Segredos - Frejat

8- O que você tem vontade de fazer mas ainda não conseguiu?
Morar fora desse país.

9- Se pudesse voltar no tempo, qual dia você iria querer viver novamente?
Queria reviver um show de forró com as melhores bandas daquela época.

10- Conte sobre uma das suas metas pra 2016:
Desenvolver em lettering.


A Thaty fez de uma forma diferente. Ela pediu que respondêssemos as mesmas perguntas que a Lidy Dutra indicou a ela.

1- Qual a sua primeira lembrança relacionada à arte?
Quando eu era 2ª série, a professora pediu que fizéssemos um desenho cego. Achei aquilo incrível e fiz aquilo várias vezes.

2- Com quantos anos você começou a desenhar?
Quando criança sempre desenhava ou decalcava desenho, mas por volta de uns 10 anos, parei de desenhar. Só comecei mesmo na faculdade de Design, aos 31 anos.

3- Quando descobriu que a Arte poderia ser sua profissão?
Não vejo a Arte como profissão. Ainda.

4- Qual é o seu material favorito?
Aquarela me encanta, mas sei que me entendo mais com grafite.

5- Qual o seu maior desafio artístico?
Desenhar sem me prender tanto a referências.

6- Qual seu artista favorito?
O trabalho do Alphonse Mucha me fascina <3 (Art Nouveau é amô)

7- Se pudesse escolher uma trilha sonora para sua vida artística, qual seria?
Nenhuma específica. Tanto posso ouvir forró quanto rap pra desenhar.

8- Qual ilustração sua você considera seu maior orgulho?
Não sinto tanto orgulho assim, ainda tô bem longe do que eu quero chegar, mas com certeza é uma das que mais gosto.



9- Você já tentou desenhar com sua mão esquerda (ou direita, para canhotos)? Como ficou?
Não.

10- Mostra pra gente uma imagem do seu trabalho mais recente.


Até o próximo post ;)

Teve BC, sim senhor!

Esse post é a história do meu cabelo até eu fazer o BC. Todas as fotos foram feitas com meu celular (Redmi 2 pró) e as que tem edições foram com aplicativos. O post é um pouco longo.

Pra quem não sabe, o BC ou BIG CHOP é quando a pessoa corta o cabelo pra se livrar da química. Isso mesmo, corta toda a química. Dependendo de quanto tempo a pessoa esperou entre a última química e o corte, o cabelo pode ficar curtinho, ou não tão curto assim. A quase um ano que venho lendo sobre BC, cronograma capilar e no/low poo (não vou entrar nesses assuntos pq não domino conhecimento), e sempre vi meninas cacheadas e crespas fazendo o BC. E enfim, chegou a minha hora!

Minha mãe tem cabelos crespos. Meu pai e minhas irmãs tem cabelos SUPER lisos. Meus cabelos eram lisos com cachos nas pontas quando eu era criança. Por volta dos 10, 11 anos, meu cabelo começou a mudar. Ganhou volume e ficou ondulado. A estrutura do fio mudou, mas ainda era um cabelo bem bonito, grande, volumoso. Por volta dos 13, 14 anos, uma prima me ensinou a "cachear" os cabelos com óleo mineral e fitagem. Eu não sabia que o nome disso era fitagem, mas isso já existe a muuuuuuito tempo. E aí comecei a fase cacheada. Meu cabelo cacheou de vez. Eu não precisava mais de fitagem, somente creme de pentear, cuidados básicos, shampoo, condicionador, uma hidratação caseira de vez em quando, que naquela época a gente chamada de "coquetel". Não lembro do meu cabelo, mas vejo pelas fotos, que eu tinha um cabelo cacheadão, volumoso, grande e maravilhoso. Eu tenho fotos dessas épocas escaneadas e perdidas em algum cd da vida. Mas um dia enjoei dos cachos e resolvi mudar. 


Comecei a fazer químicas no cabelo aos 15 anos, ou seja, são quase 2 décadas maltratando meus cabelos. Eu nem lembrava mais como meus cachos eram, e me surpreendi em sair do salão com o cabelo cacheadíssimo. Durante esses quase 19 anos, fiz pouquíssimos alisamentos (qualquer escova que prometesse alisar os fios). Mas eu fiz muitos relaxamentos, e nunca tive os cabelos alisados por química. Sempre tinha que fazer chapinha ou escova. E isso cansava. E esquentava....


Às vezes eu falava brincando que ia raspar a cabeça pra sair toda a química. Eu nunca fui muito dependente de química, mas tinha que fazer pelo menos uma vez no ano o relaxamento. No período da minha gravidez, e por muito tempo ainda depois que meu filho nasceu, fiquei sem química. Era a minha chance de ter o cabelo natural. E ele estava bem grande, ou seja, era só cortar o restinho da química. Mas eu não ousava imaginar meu cabelo curto. Na realidade, ele nem precisaria ficar tão curto. mas como eu já não conhecia mais a estrutura do meu cabelo, e ele estava muito maltratado, ressecado e quebrado, pois eu realmente não cuidava dele, eu achava que ele tinha "ficado" crespíssimo. E eu não queria um cabelo crespo. Sim, eu achava feio :/ E ficava nessa, fazia relaxamento, passava 3 ou 4 meses fazendo chapinha, e quando a rapiz crescia, começava o desespero de não conseguir alisar a raiz. Então, o cabelo ficava com duas texturas, ou eu voltava a usar cacheado. Mas os cachos não eram naturais, definidos.


Eu fiz um relaxamento em maio de 2015. E então, mais ou menos na metade do ano (2015), descobri o no/low poo e o cronograma capilar, e as maravilhas que essas técnicas fizeram nos cabelos de muitas mulheres, principalmente cacheadas e crespas. Eu via aqueles cachos maravilhindos e ficava cada dia mais apaixonada. Eu sempre achei lindo cabelos cacheados. Eu não gostava era dos meus cachos. Fui ficando com vontade de cortar tudo de novo e voltar aos cachos. Afinal, as químicas não entram na rais do cabelo, e o dia que eu quisesse e tivesse coragem pra cortar e paciência pra cuidar e esperar crescer, eu teria meu cabelo cacheado. 

Mas na minha cabeça o meu cabelo seria feio. O meu cabelo estava bem grande. Lógico que a parte alisada pesava e "esticava" a raiz sem química. Dessa forma, meu cabelo ficava com uma raiz alta, frizzada e sem definição. Ou seja um aspecto horrível :(. E aí eu comecei a trabalhar na Casa da Moeda, e eu fiquei na dúvida se eu cortava tudo e começava a fazer no/low poo ou se eu fazia um relaxamento seguido de uma progressiva. Aí ia alisar. Aí ia ficar lindo. Aí eu ia me livrar da chapinha. Aí eu ia poder molhar os cabelos todos os dias no calor infernal do Rio de Janeiro. Eu inocente, não sabia era de nada...

Meu cabelo ficou todo estragado, sim, a palavra é essa. Ele não alisou, nem cacheou. Ficou sem forma, volumoso demais, poroso e sem brilho. Não estava quebrado, não houve corte químico, e quando eu usava chapinha ficava bem bonito. Mas era só molhar que já viu... Comecei a comprar ampolas de tratamento, pois eu já usava bons cremes de hidratação, mas nada dava jeito. A cabeleireira sugeriu que eu fizesse uma nova progressiva ou outros procedimentos, mas eu não quis mais arriscar. Estava bem triste com meu cabelo. Isso foi em novembro de 2015. 

Em janeiro desse ano, resolvi cortar a parte horrorosa do meu cabelo. Ficou curto, na altura dos ombros. Não estava mais ressecado e nem armado. Porém estava sem forma e bem volumoso. Mas estava bem melhor. Posso dizer que melhorou uns 90%. Fiz escova e chapinha algumas vezes e ele ficava muito bonitinho, as pessoas gostavam, eu recebia elogios. Mas eu não estava gostando. Continuei hidratando sempre e cuidando como podia. Mas o cabelo foi crescendo, a raiz aparecendo, e o cabelo ficando armado, ressecado, poroso. Fazia fitagem, mas não tinha jeito. Cada dia que passava eu me achava mais feia. E mais triste eu ficava. Eu já não me maquiava, não me arrumava, e às vezes nem o cabelo eu penteava, só prendia num coque. Ali só milagre ou tesoura. Resolvi cortar.


Voltei a ver depoimentos de meninas que fizeram o BC e trataram seus cabelos, e eu definitivamente aceitei fazer o BC. Nisso, já tinham passado aproximadamente 6 meses desde a progressiva frustrada. Eu não queria cortar o cabelo pq não sabia como ficaria após o corte. Já que eu trabalho, não queria chegar lá com o cabelo pra cima (sério, jurava que meu cabelo ia ficar pra cima :p). Pelo menos com o cabelo grande, ainda dava pra prender, o que eu não poderia fazer com o cabelo super curto. Como eu sou estagiária e meu contrato está acabando, eu disse que cortaria o cabelo no último dia de trabalho, quando eu saísse de lá, passaria no salão pra tosar tudo! 

Nos dias 5 e 6 de maio, fiquei vendo muitos vídeos desse canal, e eles me ajudaram bastante a tomar a decisão final. No dia 7 de maio, perto da hora do almoço, peguei minha bolsa e só falei "Vou ali e volto já." No salão (claro que não foi onde eu fiz a progressiva), eu disse à moça: "Quero que vc corte toda a química, sem dó nem piedade." Ela perguntou se eu tinha certeza, e eu disse que absoluta! Prendeu meu cabelo no topo da cabeça e o resto vocês já sabem.


Acho que nunca me senti tão bem e tão aliviada na vida. Nunca curti tanto meu visual. Nunca tive tanta vontade de me arrumar e me sentir bonita. Nunca me senti tão bonita. Nunca fui tão elogiada. Nunca me maquiei tanto, e claro, nunca fiz tanta selfie hahahahaha Até o meu esposo que não gosta de cabelos curtos disse que eu combinei com o cabelo. As pessoas dizem que eu fiquei mais bonita, mais jovem, mais radiante e mais segura de mim.

Sempre tive uma auto-estima invejável, mas, tinha perdido ela nos últimos meses. Se eu me acho bonita de verdade? Sim, me acho. Se eu não me achar e não me amar primeiro, ninguém mais o fará. De forma nenhuma me arrependo das químicas (só da última, pq meu cabelo já estaria bem grande sem química), do corte e de nada que eu fiz. A vida é cheia de experiências que nos trazem aprendizados. Aprendi a me amar do jeito que eu sou, e a ser feliz com a beleza e naturalidade que Deus me deu. 

Eu gosto de pintar o cabelo, e isso eu não vou deixar de fazer. Porém, vou deixar ele descansar bem antes de pintar novamente. Mas isso é assunto pra outro post. Também quero começar no noo/low poo. Tratar pra sempre, e química nunca mais ;)





Jornada Criativa Rodrigo Falco: Tema Essência de Outono

Nossa, eu não morri, eu juro! Mas quase morro todo dia e renasço no dia seguinte. A vida anda complicada, ando cansada e sem tempo pra nada, nem pra mim mesmo. Mas não reclamo. Como diria um forrozinho: "Hoje eu tenho TUDO o que um dia eu sempre quis."

Resolvi desenhar pro grupo Jornada Criativa por Rodrigo Falco. O Rodrigo Falco é um designer e ilustrador muito fofo e maravilhoso! Achei no o instagram dele e não deixei mais de seguir. Ele tb mostra seus processos criativos no snapchat, e faz muitos vídeos legais, o que nos ajuda muito. (Eu juro que não queria fazer um post sobre um ilustrador, mas não tem como não falar do trabalho dele). Eu mesma já aprendi muito com o canal dele, e já postei um vídeo dele aqui no blog. Pra completar, o material que ele mais usa é a aquarela, ou seja, não tem como não se encantar...

Voltando a falar do grupo, toda semana tem um desafio com um tema pra desenharmos, usando qualquer material que quisermos. Acho que como o tema foi essência de outono, e eu sou muito, mas muito apaixonada por essa estação (embora no Brasil ela não seja tão definida), resolvi desenhar.

A ideia inicial era totalmente diferente do resultado final, mas enfim, eu gostei do resultado. Fiz somente umas poucas fotos, eu não tenho scanner, e tenho uma preguiça danada de editar fotos (por isso não trabalho mais com fotografia). É isso!


Parece que eu não conheço aquarela, e fui pintar o cabelo com lápis aquarela no começo. Nessa hora, eu já tinha mudado o que seria o cabelo original. 


Aqui eu já tinha pintado a pele, e tentei fazer as camadas, como eu já observei vários aquarelistas fazendo em vários vídeos. Acho que tô pegando o jeito, mas tenho que treinar muito, muito mais.


Aqui a aquarela já finalizada. Acho que caguei tudo qd fui contornar a pele com caneta stabillo. "Apagou" as sombras com aquarela que ficaram tão bonitinhas. Errei as sobrancelhas, e concertei com stabillo novamente. O cabelo ficou totalmente diferente do que eu imaginei, mas eu gostei assim. Também usei stabillo no cabelo. No geral, gostei muito da ilustração.

Vou ficando por aqui. Tenho umas tags pra responder, uns posts sobre uns cursos que fiz, e um desafio que eu me propus pra esse mês de abril. Até mais.

Xero ;)